12.8.10
3.7.10
próximos concertos
Etiquetas: bares, Blues, cartaz, Live, Rui AZUL INDEX, sax, SoulJazz, Zawinul 0 opiniões
30.6.09
21.11.07
MENDRIX BAR
Fabuloso! A vida não pára de nos surpreender, ou a realidade suplante SEMPRE a mais imaginativa das ficções!!! E ainda bem que assim é, para gáudio de todos nós.Se me dissessem que um dia o meu amigo de há quase 30 anos, Filipe Mendes, espantoso guitarrista, músico, compositor, solista, letrista, one-of-a-kind, e mais conhecido nos latest years, pela sua colaboração com os Ena Pá 2000, por Phil Mendrix, haveria de abrir um bar-concerto, eu achava que...mmmmmmmm.....não, o Phil não, não o vejo no papel de bartender...
Mas... aí está como nos enganamos redonda, quadrada e piramidalmente!!!!

Ainda tenho gravações em duo com ele, a tocarmos, imaginem, temas como o "Nature Boy", "Fever", entre outras, e se lhes contar que ele já integrou o Azul Index, e tocou, live, temas de McCoy Tyner, Sonny Rollins, Miles Davis? Puro Jazz!! E nos anos 80, com o 4teto Transatlântico, tocamos no Hot Club com um "pedal" tremendo, de tal forma que a gerência da altura confessou-nos que só tinham assistido a um concerto com uma "garra" semelhante, na história daquela sala da Pr. da Alegria, e fora com a banda do Phillipe Catherine (deve ser dos Phil's...).
Bom, aqui ficam as felicitações e desejos de longa vida para o Mendrix Bar e, claro está, para o seu lendário proprietário, um dos maiores músicos com quem tive a honra de tocar...
That's my Man! http://mendrixbar.blogspot.com/
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31.3.07
Rui AZUL INDEX - História do Jazz - próximos concertos
• HOT FIVE - terça, 24 Abril (ou segunda, 30 Abril) 23:45 h - Porto
• HOT FIVE - quinta, 3 Maio (em duo - Alex Rodriguez + Rui Azul)
• CONTAGIARTE - sexta, 4 Maio, 23:30 h - Porto
• QUEIMÓDROMO - espaço CINE-JAZZ - sábado, 5 Maio, depois das 00:00 h - abertura da Queima das Fitas - Porto
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12.1.07
Pedro Taveira gravado 'live' em 91
Tema: Azul Blues (R. Azul) - gravado ao vivo durante ensaio para um programa da RTP 1 (1991); Pedro Taveira - dr / Alberto Jorge - b / Silvério - p / Paulo Pinto - g / Rui Azul - sax t. Já(zz) lá vão uns bons anitos, e gostava que notassem o fantástico "drive" que o Pedro Taveira, (entretanto falecido, para grande mágoa nossa, os que com ele tocaram e conviveram e que mantém viva a sua memória e o seu legado excepcional transmitido pelo seu talento rítmico que o tornaram lendário). Um dos poucos músicos portugueses que, pelas suas qualidades inquestionáveis, conseguiu obter uma enorme e consensual admiração e um apreço de tal modo generalizado que abrange sucessivas gerações de músicos e profissionais ligados às artes e ao espectáculo, desde jornalistas a operadores de som e imagem, e claro, por todos os amantes da música que alguma vez o tenham visto e ouvido... Tocou numa memorável jam com Thelonious Monk! Sim, ouviram bem.!.. mas um destes dias conto esse happening... De momento, aqui fica a minha homenagem ao meu amigo, the greatest drummer we ever played with...
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14.12.06
"Simply Blues" nights...
Caso vos interesse, vou resumir o que foi acontecendo nas noites do festival.Na noite de 4ª feira, dia 6 de Dezembro, coube-nos - Minnemann Blues Band - abrir as "hostilidades", estreando a nova formação, que integra agora o trompetista cubano Alex Rodriguez, e penso que tivemos uma excelente interacção com o público, que compareceu de modo a ocupar talvez 60% da capacidade do Teatro Sá de Miranda, facto que no entanto, não impediu os presentes de se divertirem, como por exemplo no tema que começou com uma introdução de sax "à capella", no qual apareci vindo da última fila da plateia, segui pela coxia central, sentei-me numa das cadeiras, aproveitei para inserir a melodia do malhão no "discurso"(em homenagem ao Minho e a Zé Pereira, alfaiate, minhoto e tocador de bombo. Sim, porque nem bombeiro nem bombista soa bem... - conto essa estória um dia destes), e isto sempre acompanhado pela marcação rítmica do público, que o fez no sítio correcto (o Cenoura ajudou, indicando-lhes onde era que deviam bater as palmas...), subi para o palco sem parar de tocar e finalizamos com "Relax Your Mind". Regressamos para 2 encores, com o entusiasmo do público sempre em crescendo.
Na noite seguinte, 5ª, Louisiana Red (an old-timer bluesman) trouxe-nos a tradição do delta, sentado na sua cadeira, que os anos já pesam e o jetlag também... No final grande parte do público saía do Teatro directamente para o Café-concerto por uma porta de acesso e por volta da meia-noite e meia ('round midnight...) começàvamos a tocar, para acabar... entre as 3 e as 4, porque o entusiasmo dos presentes impelia-nos a continuar. Apenas nessa noite de 5ª, não houve jam session com os músicos que actuavam no Teatro (talvez pelas razões que referi acima), mas na sexta, a loiríssima Ana Popovic fez questão de tocar connosco, e fazendo concentrar todos os olhares sobre o seu belo e desnudado umbigo que se vislumbrava logo abaixo do corpo da guitarra, tocou alguns blue-rock (sobretudo em Mi7) e dirigiu-se a mim para que eu improvisasse com ela, e assim solamos, sax e guitarra, alternando de 4 em 4 compassos... Acontecia, finalmente, Jam Session, no 7º Festival Simply Blues! Ana Popovic, de Belgrado, fez questão, antes de abandonar o palco, de incentivar o público para que nos aplaudisse intensamente: -" Congratulations, you people got these really fantastic musicians in your own country, so give them a big applause, 'cause they deserve it!...".
Curiosamente, na noite seguinte, o mesmo sucedeu com Sherman Robertson, bandleader, guitar player, afro-american (como se diz nos EUA) & bluesman, exibindo um chapéu de cowboy (daqueles com o topo plano e com chapas ovais de metal dourado a decorar a fita do chapéu) e um bigodinho à Clark Gable. Depois de actuar no teatro, também fez questão de tocar connosco, após ouvir-nos durante alguns temas. Após ele ter tocado um blues em Mi, pedi-lhe que escolhesse outro tom para os temas seguintes (é que para o saxofone tenor, um blue em Mi significa ter que improvisar em Fá sustenido, pois o tom de guitarra ou piano, o "concert key" tem de ser transposto dois meios tons acima, no caso do tenor e do soprano. Claro que consigo solar em Fa#7, mas a dedilhação é mais "chata", logo existe menos fluidez no fraseado...), e assim seguiram-se em C7 e A7 (Ré de 7ª e Si de 7ª para mim) mais dois temas, e, tal como a Popovic, também ele me "desafiou" para solar em diálogo, e penso que me safei de modo a... "defender honrosamente o prestígio dos músicos portugueses" (...vá lá, não gozem, pois foi mesmo assim que algumas pessoas se expressaram, enquanto me davam os parabéns no final...).
Levamos a assistência ao rubro, os flashes sucediam-se, junto ao palco dançava-se, os gritos de aprovação e incitamento não abrandavam, e, igualmente, ele insistiu para que o público acarinhasse os seus músicos, ou mais concretamente, o António Mão de Ferro na guitarra, o Rui Cenoura na bateria, o ManuZé no baixo, o Wolfram Minnemann ao piano e voz (vive entre nós à tanto tempo que já o definem como... luso-germânico...), e um tal de Rui Azul no sax (este vosso amigo)...
Membros da organização, espanhóis com largo historial em organização de concertos, nas áreas do Jazz e Blues, referiram que não só fomos a banda portuguesa com melhor prestação, no conjunto dos 7 anos de edições do festival, como uma das bandas que obtiveram mais adesão do público, a nível global de todas as actuações, tanto de nacionais como de estrangeiros. Bem, também acho que estivémos particularmente inspirados, e demos "o litro", mas essas apreciações são sempre muito subjectivas, vindas dos próprios intervenientes, só que desta vez toda a gente foi unânime, inclusivé músicos das bandas americanas...
Espero que isto possa vir a ser um sinal de mudança na mentalidade do público português, que ao contrário do que acontece com os naturais de outros países, NÃO "torce" pelos seus compatriotas artistas e músicos, chegando até a estabelecer o preconceito de que qualquer músico estrangeiro é sempre melhor do que um músico português, ...apenas....porque é estrangeiro!! Mas só admitem o contrário, se, e só se, forem os "estrangeiros" a afirmá-lo!
Por fim, quero ainda destacar o trompetista cubano Alex Rodriguez, que se estreou (e bem) na Minnemann Blues Band neste festival.
Obrigado por me aturarem e desculpem algo que vos possa parecer... alguma "imodéstia", da minha parte, mas é sempre agradável que, quando um músico toca bem, haja quem dê por isso... Rui Azul
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21.11.06
20.6.06
2.6.06
6.5.06
We Got Rhythm
A organização do CORTA! 2006 - Festival Int. de Curtas Metragens do Porto lançou-me o desafio que consiste em reinterpretar um tema musical incluído na "original soundtrack" de um filme. A minha escolha acabou por recair na genial banda sonora que George e Ira Gershwin compuseram para "An American In Paris". E, mais precisamente, no tema que encerra, em si mesmo, uma das principais estruturas sobre as quais o Jazz se foi construindo, e cuja sequência métrica e harmónica veio a ser conhecida como "rhythm changes", ou, trocado por miúdos: a estrutura harmónica do I GOT RHYTHM (sendo a outra estrutura nuclear em que o Jazz se apoia, a dos Blues = 12 compassos) .
Bom, não querendo arrastar isto para aspectos de teoria musical, vou apenas dar uma ideia daquilo que pretendo apresentar no festival:
O fio condutor prende-se com o facto de todos nós, mesmo antes de virmos ao mundo, vivermos rodeados de ritmo. Ou, melhor dizendo, de sons que se apresentam sob a forma de sequências repetitivas, a que se convencionou chamar de ritmos. Já no ventre materno temos a companhia do bater do nosso coração e do de nossa mãe. Os nossos progenitores, no acto de nos conceberem, executaram ritmos para alcançarem o clímax, enquanto as suas respirações aumentavam de... ritmo! Aprendemos a andar, o alfabeto, a tabuada, segundo fórmulas rítmicas. Desde as ondas do mar ao tiquetaque dos relógios, das gotas de chuva ao galope de um cavalo, as gargalhadas, as palmas, comboios sobre os carris, máquinas de escrever, o canto dos pássaros, a lista é infinita. Exemplos e extractos sonoros estão incluídos na composição, e escolhi várias imagens que serão projectadas simultaneamente, durante a apresentação, e exporei verbalmente estas noções, mas inexoravelmente, a dado ponto, terei que substituir a expressão verbal pelas notas do meu saxofone (é impossível aos instrumentistas de sopro falar ou cantar ao mesmo tempo que tocam...), que progressivamente irá dando pistas até chegar ao "I Got Rhythm".
Convido-vos a aparecerem (entrada é livre) no auditório da biblioteca Almeida Garrett, no Palácio, próximos dias 19 sexta, pelas 21:30 h, para "ouverem" o resultado...
http://www.corta.pt/2006_pt/index.php?bandas_curtas
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