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27.1.10

Novo site - Rui Azul

À laia de informação (incluindo um pedido das devidas desculpas por uma certa 'quasi'-propanganda promocional - não sendo esta, no entanto, encarada, na área do show-bizz, como despropositada ou descabida, mas antes como fazendo parte do processo de divulgação artística perfeitamente habitual e recorrente...), aqui fica o link ou hiperligação para um novo site que reúne, pela primeira vez, num só endereço on-line, múltipla documentação multimedia.

Assim, desde ficheiros audio e video, a fotos e recortes de imprensa, é possível ouvir, visionar, ler e obter informação que irá sendo regularmente actualizada, sobre a bio, discografia, críticas e referências, excertos de filmagens de concertos dos diferentes projectos (via youtube), fotografias de músicos e bandas passadas e presentes, desde finais dos anos 70 até à actualidade.

Também parte do trabalho gráfico, seja de ilustração, cartoon, BD ou pintura e desenho, está referenciada e acessível, assim como a possibilidade de comentar, enviar mensagens ou aceder a outras páginas, com outros conteúdos e protagonistas.

Todas as páginas estão equipadas de um leitor audio interactivo, e a animação dos elementos não foi esquecida.

Aguarda-se a vossa visita, para a qual estão desde já convidados.
Do mesmo modo, 'gerência' também agradece, encoraja e valoriza desde já a vossa opinião expressa.
Welcome, have fun & a great time.

http://www.wix.com/RuiAzul/RUI-AZUL



14.10.05

Crítica Magazine Artes nº27 Março 2005

MAGAZINE ARTES Nº27 MARÇO 2005

Rui Azul - À Bolina

«À Bolina», assim se chama este disco do saxofonista portuense Rui Azul, que, que assina também a produção e gravação, para além de tocar e manipular digitalmente todos os instrumentos que aqui se escutam. Este registo surpreende pelas suas caracteristicas universalistas, com sonoridades ambientais e elementos harmónicos que nos transportam, ou sugerem, locais remotos e paragens exóticas. Muito feliz a introdução de instrumentos de cariz tradicional como o didgeridoo, darbuka, ou a zummara, assim como as "vozes", que criam atmosferas de contrastes e cores, musicalmente bem definidos. Intervencionista na sua temática - a globalização, o ambiente, são alguns dos temas aqui evocados -, Rui Azul, constrói um disco em que o
jazz percorre em harmoniosos ventos os caminhos do mundo. Excelente.
(cd Registos Autónomos, Discantus-Mundo da Canção)

Crítica do PÚBLICO (suplemento Y) 18/02/2005



RUI AZUL À Bolina pontuação: 7 \ 10
Eis um disco agradável, imaginativo, sugestivo e razoavelmente original no panorama das "novas músicas", tendência suave, da música portuguesa. Rui Azul, músico do Porto, realizou sózinho "À Bolina", um álbum de viagens, tema estafado quando os itinerários repetem as rotas do turismo. Não é o caso de "À Bolina". Azul, além de produzir e arranjar, toca saxofone tenor, sax MIDI, flautas, rhaïta, zummara, didgeridoo, darbuka, percussões étnicas, voz, teclados, samplers, sequenciadores, programação e "loops". Ah, sim, também foi ele que gravou, misturou, masterizou, fez o desenho gráfico, a BD os textos. "À Bolina" é um álbum de´boa fusão, entre jazz, "world" imaginária e electrónica sequenciada. Vozes deslocadas no espaço e no tempo, sons híbridos, batidas entre o computacional e o ritual. A escola é óbvia: Musci/Vennosta, Benjamin Lew, Steve Shehan. Mas Azul é bom colorista e sabe combinar os tons, dando de facto pistas para uma viagem interior que é afinal cinema da imaginação. As ilustrações de BD têm algo da "Garagem Hermética" de Moebius. Um passo à frente de Rão Kyao, Ficções e Carlos Maria Trindade/Nuno Canavarro na elaboração de fusões oníricas com âncora, mais ou menos funda, em Portugal.
Fernando Magalhães - discos\roteiro - Público - suplemento Y - 18 fev 2005