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27.1.10

Novo site - Rui Azul

À laia de informação (incluindo um pedido das devidas desculpas por uma certa 'quasi'-propanganda promocional - não sendo esta, no entanto, encarada, na área do show-bizz, como despropositada ou descabida, mas antes como fazendo parte do processo de divulgação artística perfeitamente habitual e recorrente...), aqui fica o link ou hiperligação para um novo site que reúne, pela primeira vez, num só endereço on-line, múltipla documentação multimedia.

Assim, desde ficheiros audio e video, a fotos e recortes de imprensa, é possível ouvir, visionar, ler e obter informação que irá sendo regularmente actualizada, sobre a bio, discografia, críticas e referências, excertos de filmagens de concertos dos diferentes projectos (via youtube), fotografias de músicos e bandas passadas e presentes, desde finais dos anos 70 até à actualidade.

Também parte do trabalho gráfico, seja de ilustração, cartoon, BD ou pintura e desenho, está referenciada e acessível, assim como a possibilidade de comentar, enviar mensagens ou aceder a outras páginas, com outros conteúdos e protagonistas.

Todas as páginas estão equipadas de um leitor audio interactivo, e a animação dos elementos não foi esquecida.

Aguarda-se a vossa visita, para a qual estão desde já convidados.
Do mesmo modo, 'gerência' também agradece, encoraja e valoriza desde já a vossa opinião expressa.
Welcome, have fun & a great time.

http://www.wix.com/RuiAzul/RUI-AZUL



2.6.09

12.5.09

Gravações de novo disco de Rui Azul iniciam-se em Julho

Em Julho iniciam-se as primeiras sessões de estúdio para o novo disco de Rui Azul, "RITMOS EM BLUES - e outros tons de azul", num estúdio "downtown" da cidade do Porto.
Este 3º disco do saxofonista marca a passagem de 3 décadas de carreira musical, seguindo-se a "PRESSÕES DIGITAIS", de 1991, que contou com as colaborações de Vitor Rua, na co-produção, co-autoria de alguns temas, guitarras e baixo, Pedro Taveira, na bateria, Rui Júnior e KimNeh nas percussões, e Horácio em santoor, e ao cd "À BOLINA" de 2005, no qual Rui Azul tocou todos os instrumentos, produziu e foi o autor das composições e de todo o design gráfico da capa e booklet, que inclui uma banda desenhada original que esteve exposta na edição de 2004 da Bienal de Vila Nova de Cerveira.
Este novo álbum terá a particularidade de integrar pela primeira vez temas cantados, contrariamente aos álbuns anteriores, totalmente instrumentais (exceptuando "A Família E O Esturjão", de "À Bolina", no qual o músico cita um poema de Mário-Henrique Leiria, dos "Contos do Gin-Tonic"), assim como temas de Horace Silver, Charlie Mingus, Lester Young, Cannonball Adderley, Otis Redding, Joe Zawinul, Bobby Timmons, Eddie Harris, além de alguns originais do saxofonista português.
Contará ainda com a participação de algumas vozes femininas conhecidas do meio jazzístico português, bem como de um número assinalável de cotados músicos de Jazz da cena actual nacional, bem como de alguns outros ligados aos Blues e às Novas Músicas Improvisadas.

23.1.07

O Saxofone de Blues, Rhythm' nd Blues & Rock'n Roll (1ª parte)

Até fins da década de 1930, escreve o historiador de jazz Whitney Balliett, "não era fácil aspirar a ser saxofonista profissional…Havia poucas escolhas…acerca da direcção a tomar." A sonoridade do saxofone não seduzira, até então, o público em geral, que a achava agreste e áspera, voltando as suas preferências para o doce clarinete, mais melodioso e romântico. Pelo menos assim tinha sido durante os loucos anos 20, e influentes músicos do "early jazz", como "Rudy" Wiedoeft, ajudaram a popularizar o saxofone usando um sax C-Melody, e só então, pelos finais dos anos 30, é que aquele "novo" instrumento de sopro tinha finalmente caído no gosto generalizado (recordo que o belga Adolphe Sax desenhara-o apenas em 1846, ao contrário do clarinete, que datava da segunda metade do séc 18, e com lugar cativo no seio das orquestras de clássica.)
É então que os seus primeiros "grandes especialistas", como Coleman Hawkins, Lester Young e, mais tarde, Charlie Parker surgem em cena.
Coleman Hawkins, "agressivamente", numa enorme tonalidade gutural, improvisando sobre arpejos de acordes, com uma abordagem rítmica 'quaternária'.
Lester Young navegava numa rota distinta, sem agressividade, de tonalidade suave com notas sustentadas e prolongadas e com uma estética melódica encaixando perfeitamente na "new coolness" de Billie Holiday e do pianista Teddy Wilson, da orq. de Benny Goodman.
Um louvor especial está reservado para Ben Webster (teve como primeiro professor o pai de Lester Young) e a sua grandiosa sonoridade lírica…continha uma aveludada e envolvente qualidade, que nos tocava emocionalmente, de uma forma que Hawkins e Young, apesar da sua genialidade, raramente logravam alcançar.
Charlie Parker simplesmente "explodiu", desencadeando arpeggios passionalmente a ritmos alucinantes, repletas de "avalanches de semi-colcheias".
Cada um desses músicos irá influenciar as gerações seguintes de saxofonistas que, nos 40's e 50's, irão modificar o mundo da música para sempre. A abordagem de Coleman Hawkins ajudou a desenvolver os timbres sonoros e discursos de Lee Allen e Red Prysock;
King Curtis e Illinois Jacquet, evidenciavam o sentido rítmico de Lester Young;
Joe Houston definiu Charlie Parker como pricipal fonte, enquanto Jimmy Forrest nutria uma notável admiração por Ben Webster.
O denominador comum a todos eles era - BLUES.
«Os blues não começaram no Norte…mas sim no Sul e tiveram origem em situações de opressão e sofrimento, devendo-se à solidez de carácter do povo que o expressou performaticamente e o tocou e transformou naquilo que ele é actualmente.» - Joe Louis Walker.
Muitos saxofonistas de jazz foram, e são, grandes blues men, como por examplo: Johnny Hodges, Hank Crawford, Stanley Turrentine, Gene Ammons, Al Sears, David "Fathead" Newman, Dexter Gordon, Charlie Parker, Eddie Cleanhead Vinson, ou Cannonball Adderley.
Mesmo em saxofonistas que endereçaríamos para estilos dissemelhantes, como os casos de Stan Getz, Archie Shepp ou Paul Desmond, não é raro encontrar Blues inseridos em discos seus, ou serem incluídos entre os temas tocados em concertos ao vivo.
Uma destaque especial deve assinalar Sidney Bechet, um pioneiro importante do saxofone de jazz, descrito por Duke Ellington como "o verdadeiro epostulado do jazz". Os blues de Bechet exalavam uma atitude sonora, em temas como 'Blue Horizon', que constituíu uma influência procriadora em diversos instrumentistas, com destaque para Johnny Hodges.
Os estilos de Blues evoluíram e modificaram-se através dos anos, mas estruturando-se invariavelmente sobre o 'velho' blues standard de 12 compassos, que remonta ao início do séc. 20 (passe o exagero comparativo, um pouco tipo o que aconteceu com o automóvel, que desde o Ford T tem vindo a metamorfosear-se, embora mantenha um chassis, 4 rodados e 1 volante).
À medida que os músicos foram fazendo experiências, após a 2ª Guerra Mundial, e durante os anos 50, os blues adquirem características regionalizadas, afastando-se das raízes acústicas tradicionais enunciadas por músicos como Robert Johnson e Son House.
O Texas Blues tornou-se baseado nos sopros e metais. Em Chicago, o blues "urbanizou-se", com um incremento dramático na sua popularidade, à medida que músicos como Muddy Waters incorporaram as guitarras eléctricas e a harmónica.
Contudo, o destino havia reservado uma posição assinalável para os estilos de saxofone da costa leste, o Swing Blues e o Jump Blues.
O dia 26 de Maio de 1942 revelar-se-ia um ponto de viragem. Durante uma sessão de gravação para a Decca records, o saxofonista tenor Illinois Jacquet deu passos inovadores e acendeu o rastilho que desencadeará e alimentará uma verdadeira revolução, com o seu embrionário e apelativo solo de 64 compassos no tema 'Flying Home', de Lionel Hampton. Enquanto esse solo ateou a faísca, foi a "incrível e uivante" performance de Illinois Jacquet no "Jazz At The Philharmonic Concert" de 1944 que incendiou a criatividade de uma inconformista geração de saxofonistas que estiveram na base geradora de uma música inquieta, frenética e alucinante, dirigida pelo sax, (que expunha e assumia a liderança, conduzindo toda a banda ao clímax) e que veio a ser apelidada de "Rock n' Roll".
=== alguns exemplos audio de extractos de King Curtis e Junior Walker ==
Artistas do Swing Blues, como Louis Jordan (uma inspiração nuclear para Sonny Rollins, entre vários outros) tomavam de assalto as tabelas de vendas e de audições com canções como 'Caledonia' e 'Choo Choo Boogie'. em 1947, o hit explosivo 'Good Rockin' Tonight' de Wynonie Harris (com Hal Singer em sax tenor), lançou um som "rocking" nos blues (apresentando um acompanhamentorítmico com palmas, criando um ritmo "rockeiro", recorrendo a uma das características intrínsecas da música gospel e dos espirituais), é agora reconhecido como tendo sido o seio gerador do Rock n' Roll. Em seguida, o sax tenor Wild Bill Moore lançou "We're Gonna Rock" and "Rock and Roll".
Arnett Cobb foi entitulado de "Wild Man of the Tenor Sax", com singles como "Dutch Kitchen Bounce", e brilhantes saxofonistas de Jump Blues como Big Jay McNeely e "Mighty" Joe Houston, bem inclinados para trás ou mesmo de costas assentes sobre o palco, banhados por projectores intermitentes e strob-lights, conduziram plateias deliciadas até transes e delírios frenéticos com solos explosivos, fazendo irromper roncos, uivos e gritos sibilantes dos seus cintilantes 'horns'.
«Para mim isso não existe, distinção entre música negra e música branca. Se escrevermos notas num papel, o que é que obtemos de uma nota musical? Obtemos negro e obtemos branco . Por isso, a música mais fantástica de sempre que alguma vez o mundo inteiro ouviu ou conheceu, é feita por músicos negros e por músicos brancos, em conjunto, e são os blues. O Blues nasceu negro, mas agora já não. O Blues pertence ao Mundo! Blues music faz parte de todos, actualmente, é universal. É uma parte da nossa alma. Aprendendo, estudando e descobrindo o que é a Música, apercebemo-nos então que é algo que está profundamente inserida em nós, é pelo menos isso. Chamamos-lhe Blues, e está no cerne e na origem de toda a Música.» - Rufus Thomas
(fim da 1ª parte)
Rui Azul

10.1.07

Timidez com o sexo oposto? Dores de cabeça? Toque saxophone!



Desde aumentar o seu nível de popularidade, sucesso with 'the Ladies', curar dores de cabeça, acalmar os nervos, tudo isso se consegue comprando um saxofone. E nem sequer precisa de ter qualquer tipo de talento musical! O Jimmy Dorsey está ali são como um pêro... Parece é que pode ter alguns efeitos secundários e ficar-se um pouco parecido com o Al Jolson... Porque é que pensam que o Michael Jackson nunca quiz ser saxofonista?...

28.8.06

JAZZ WORKSHOP


Muitas pessoas, músicos e melómanos me questionam sobre a possibilidade de poderem ter aulas individuais de saxofone, de improvisação, de Jazz, no fundo, mas focalizadas ou aplicadas especificamente a um estilo, a um músico, a um tipo de temas ou até a algumas determinadas dificuldades que encontraram em improvisar determinado standard, em melhorar a sonoridade ou, por exemplo, solar sobre Blues quando acompanham um guitarrista.
Realmente não se encontra facilmente resposta eficiente a este tipo de questões nas escolas de música ou de Jazz, e é concerteza demasiado inscrever-se num curso ou ter aulas colectivas durante um ou vários anos para o efeito, sobretudo se tiverem que chamar o professor à parte no final para enfim conseguirem abordar os assuntos que vos interessam...
Pensando nestas situações, decidi-me por fim disponibilizar-me a transmitir aquilo que sei e que fui (e vou) aprendendo ao longo destes 30 anos como músico e a auxiliar na descoberta das soluções para as dificuldades específicas com que músicos e não-músicos se venham a debater ou que os impeçam de alcançar determinada meta que propuseram a si próprios. ( Ajudar a encontrar, sim, porque estou a anos-luz de saber tudo, e todos os dias aprendo algo novo...)

6.5.06

We Got Rhythm

A organização do CORTA! 2006 - Festival Int. de Curtas Metragens do Porto lançou-me o desafio que consiste em reinterpretar um tema musical incluído na "original soundtrack" de um filme. A minha escolha acabou por recair na genial banda sonora que George e Ira Gershwin compuseram para "An American In Paris". E, mais precisamente, no tema que encerra, em si mesmo, uma das principais estruturas sobre as quais o Jazz se foi construindo, e cuja sequência métrica e harmónica veio a ser conhecida como "rhythm changes", ou, trocado por miúdos: a estrutura harmónica do I GOT RHYTHM (sendo a outra estrutura nuclear em que o Jazz se apoia, a dos Blues = 12 compassos) .
Bom, não querendo arrastar isto para aspectos de teoria musical, vou apenas dar uma ideia daquilo que pretendo apresentar no festival:
O fio condutor prende-se com o facto de todos nós, mesmo antes de virmos ao mundo, vivermos rodeados de ritmo. Ou, melhor dizendo, de sons que se apresentam sob a forma de sequências repetitivas, a que se convencionou chamar de ritmos. Já no ventre materno temos a companhia do bater do nosso coração e do de nossa mãe. Os nossos progenitores, no acto de nos conceberem, executaram ritmos para alcançarem o clímax, enquanto as suas respirações aumentavam de... ritmo! Aprendemos a andar, o alfabeto, a tabuada, segundo fórmulas rítmicas. Desde as ondas do mar ao tiquetaque dos relógios, das gotas de chuva ao galope de um cavalo, as gargalhadas, as palmas, comboios sobre os carris, máquinas de escrever, o canto dos pássaros, a lista é infinita. Exemplos e extractos sonoros estão incluídos na composição, e escolhi várias imagens que serão projectadas simultaneamente, durante a apresentação, e exporei verbalmente estas noções, mas inexoravelmente, a dado ponto, terei que substituir a expressão verbal pelas notas do meu saxofone (é impossível aos instrumentistas de sopro falar ou cantar ao mesmo tempo que tocam...), que progressivamente irá dando pistas até chegar ao "I Got Rhythm".
Convido-vos a aparecerem (entrada é livre) no auditório da biblioteca Almeida Garrett, no Palácio, próximos dias 19 sexta, pelas 21:30 h, para "ouverem" o resultado...
http://www.corta.pt/2006_pt/index.php?bandas_curtas

12.3.06

4 supreme saxmen

Também não poderia deixar de mencionar as importantes e fulcrais fontes onde fui "beber" para crescer, "à bout de souffle"...
Da esq. p/ a dir: Bean, mais conhecido por Coleman Hawkins (reconhecem o jovem trompetista, atrás dele, na época com 18 anitos? Acabara de sair da Julliard, para se juntar aos seus ídolos, Bird & Diz!...); depois Newk, com corte à Taxi Driver, o colosso jamaicano, vulgo Sonny Rollins; Rahasan Roland Kirk, secção de sopros in one man (alternava por vezes para a flauta transversal, soprando-a pelo... nariz!... não, não estou no gozo, é mesmo verdade!) ; por último, herdeiro de Mingus, fundador da Dinasty, o inesquecível George Adams, que tive o prazer de conhecer pessoalmente e conviver durante uma série de noites (em 1980) no club B14 Jazz, em Roterdão, no qual eu tocava na Houseband (banda residente do clube), para além de ter desempenhado outras funções, como cozinheiro, pintor de murais/decorador e técnico de som, além de tocar sax na rua, durante o dia... (sabem como é que são os portugueses, a trabalhar no estrangeiro, e ainda por cima ainda não havíamos ingressado na CEE, na época... ia-me desenrascando como podia. Eu queria era estar por dentro da... jazz scene, you know, man, dig it? )

25.2.06

4 tenors



My special thanks to this 4 gentlemen: Ben, Dex, Joe & Prez. Major influence on my sax playing.

19.2.06

Sax surdina ou BIDÉSAX?

Quando deparei com esta nova invenção não sabia se desatar a rir se chorar. A 1ª hipótese venceu e as gargalhadas souberam-me divinalmente. É certo que tinha presente que o que me fez dedicar-me ao saxofone, na minha adolescência, para além da sonoridade e expressividade, tinha sido a sua magnífica forma, quase de nave espacial alienígena (quando observado segundo certas perspectivas, em close picado - tipo do interior dos caças quando sobrevoam a "mothership"... ), mas se, para aprender e treinar sem incomodar os vizinhos, tivesse que tocar num "bidet - shaped horn" ou BIDÉSAX, hoje tocaria French Horn, Bombardino ou Sousafone, para ser mais lusofónico, em vez da corneta que o sr. Adolphe Sax inventou, 166 anos atrás.
Só um nipónico para inventar um "gadjet" com um design tão pavoroso!! Note-se que não estou a criticar a utilidade de uma surdina para os saxofones, que, contrariamente aos seus primos metálicos Brass (trompetes, trombones, etc..), não dispunham de qualquer tipo de acessório que reduzisse a intensidade sonora eficazmente. Dá vontade de perguntar: Desculpe, mas não tem disto noutras cores?...